2021

OLHO da RUA – ajude o povo da rua!

21 de junho de 2021
Olho da rua
Orquestra de Câmara da USP, Coral Paulistano, slammers, MCs e Pe. Júlio Lancellotti lançam campanha pelas pessoas em situação de rua durante a pandemia
O clássico e o popular se encontram no filme beneficente “Olho da Rua”

A Orquestra de Câmara da USP (OCAM), Padre Júlio Lancelotti, poetas de Slam, MCs, o Coral Paulistano Mário de Andrade e dançarinos lançam nest 21 de junho “Olho da Rua”, curta-metragem que tem como objetivo arrecadar doações para alimentação e amparo da população em situação de rua. O projeto foi dirigido e produzido pela TILT.REC e BICHO e co-produzido pela Porqueeu Filmes.

“Em tempos de desigualdade social cada vez mais aguda devido à pandemia, o objetivo foi extrapolar os limites de uma simples apresentação virtual”, explica o maestro Gil Jardim, que está à frente da OCAM desde 2001 e foi o responsável pela concepção musical do projeto “Olho da Rua”. Para Jardim, “a ideia ganhou mais sentido ao unir a nossa Orquestra, o Coral Paulistano com integrantes do movimento hip hop e da dança contemporânea, em uma iniciativa para somar e incentivar a sociedade a contribuir com as ações do Padre Júlio Lancelotti junto à população em situação de rua”.

No filme, os músicos e o Coral interpretam “Fibers, Yarn and Wire”, do compositor Alexandre Lunsqui; “A menina que virou chuva”, obra da pesquisadora Valéria Bonafé em homenagem à sua sobrinha Heloísa; e também a premiada composição “A escuridão, o corpo vermelho e o fascínio”, de Yugo Sano Mani. A obra é finalizada com “Dies Irae” (Dia da Ira), do Requiem em Ré Menor, de Mozart, peça que recicla para os dias atuais a força da sua mensagem “Como é grande o terror que está para vir. Quando o juiz vier para julgar todas as coisas severamente”.

Todas as músicas conversam com as performances do rapper Kamau, MC Lucas Afonso e das slammers Luz Ribeiro e Mel Duarte, que declamam poesias em defesa do direito à alimentação e denunciam as condições em que se encontra a população em situação de rua. O relato do padre Júlio Lancellotti – que conta sua vivência e convivência com estas pessoas – e performance de dança, dirigida pelo coreógrafo Fernando Barcellos, completam a obra.  

O padre, condecorado várias vezes por sua atuação com a população em situação de rua, tornou-se símbolo de resistência à fome durante a pandemia. Na obra, Lancelotti conta que viver na rua é uma grande violência e fala sobre a falta de olhar humanizado para com a população de rua, afirmando que a misericórdia, a compaixão e a solidariedade não são dimensões religiosas, mas sim dimensões humanas. “Eu me sinto um fracassado, porque se eu não for fracassado é porque eu aderi a esse sistema”, conta Júlio, parafraseando o antropólogo Darcy Ribeiro. “Seja humano”, conclama o padre.

Já em sua fala, o MC, Agente Comunitário de Cultura, oficineiro e apresentador do Slam da Ponta, Lucas Afonso, critica as contradições entre os avanços tecnológicos e o aumento da riqueza dos bilionários, que acontecem ao mesmo tempo em que a miséria escala: “Voam foguetes, carros, drones… o Homem pisa na Lua, mas ainda tem quem não come”. O artista apela à união solidária para amparar as pessoas que precisam.

“É muito importante a sociedade civil fortalecer iniciativas que já acontecem e são transformadoras. Tem muita gente desamparada, e são poucos que têm um olhar para a população de rua, que continua invisível durante a pandemia. Nossa intenção é criar mais elos nesta corrente do bem”, afirma Beto Macedo, diretor da TILT.REC, realizadora do curta-metragem.  

A poeta e pedagoga Luz Ribeiro também convoca todos à empatia, declamando “Se tem gente com fome, que haja também pessoas famintas por equiparação”, fechando sua fala chamando todos à ação: “se tem gente com fome, aja”.

É possível doar para a campanha “Olho da Rua” através do:
● Pix 63.089.825/0097-96;
● Depósito em conta:
Banco Bradesco
ag: 0299
c/c: 034857-0
CNPJ: 63.089.825/0097-96
Paróquia São Miguel Arcanjo

Ficha Técnica:

Convidado: Padre Júlio Lancellotti

OCAM USP/ECA: maestro Gil Jardim
Coral Paulistano Mário de Andrade: regente Maíra Ferreira
MCs: Kamau,Lucas Afonso, Luz Ribeiro e Mel Duarte

Coreografia: Fernando Barcellos
Elenco: Ana Elisa Mello, Danilo Alves, Manu Memezes, Nyek Freitas e Thamiris Mandú
Concepção e direção artística: maestro Gil Jardim
Direção e fotografia: Beto Macedo
Roteiro: Flávio Vieira
Montagem: Tiago Berbare
Produção: BICHO e TILT.REC
Co-produção: Porqueeu Filmes
Músicas executadas :
Requiem em Ré Menor KV 626 – Dies Irae – W. Amadeus Mozart
Fibers, Yarn and Wire – Alexandre Lunsqui
A menina que virou chuva – Valéria Bonafé
A escuridão, o corpo vermelho e o fascínio – Yugo Sano Mani

You Might Also Like