Programa Temporada 2008

OCAM interpreta compositores barrocos

27 de junho de 2008

Antonio Vivaldi (1678-1741)

La Tempesta di Mare

Concerto em fá maior para flauta, oboé, fagote, cordas e contínuo, RV570

Henry Purcell (1659-1695)

Abdelazar ou “A vingança do Mouro”

Suíte para orquestra de cordas

Ouverture
Roundeau
Premier Air
Second Air
Menuet
Troisième Air
Gigue
Hornpipe
Quartrième Air

Johann David Heinichen (1683-1729)
Concerto a 8 para 4 flautas doce, cordas e contínuo

Allegro
Pastorell
Adagio
Allegro assai

Georg Philipp Tellemann (1681-1767)
Suite em lá menor, TWV 55:a4
para 2 flautas, 2 oboés, cordas e contínuo

Ouverture
Passepied – Trio
Bourree
Menuet – Trio
Rondeau
Polonaise
Gigue

Johann Sebastian Bach (1685-1750)
Suíte orquestral n.2 em si menor BWV 1067
para flauta, cordas e contínuo

Ouverture
Rondeau
Sarabande
Bourré I
Bourré II
Polonaise
Doublé
Menuet
Badinerie

Regência: Henrique Villas Boas

O Barroco pode ser caracterizado por uma única palavra: contraste. Assim percebemos o chiaroscuro (claro-escuro) nas pinturas de Caravaggio, o uso das figuras de linguagem nos sermões do Pe. Antônio Vieira, e a oposição solista/orquestra e forte/piano na música desta época. O barroco foi palco do nascimento da ópera, mas nele também tivemos uma grande evolução na música instrumental, aqui apresentada pela OCAM.

La tempesta di mare é o título sugestivo deste concerto para vários instrumentos de Antonio Vivaldi, o maior expoente da música barroca veneziana. Chamado de Il Prete Rosso (‘o padre vermelho’, já que era ruivo), Vivaldi compôs da ópera à música sacra, incluindo uma fabulosa produção instrumental, com concertos que se tornaram paradigma para outros compositores, incluindo Bach.

Henry Purcell, morto aos 36 anos, teve tempo de compor a primeira ópera inglesa e consolidar o que chamamos de barroco inglês, tanto na música vocal como na instrumental. Purcell escreveu a parte musical (incidental) para uma peça de Aphra Behn: Abdelazar ou ‘A Vingança do Mouro’. Homenageando o maior compositor inglês, Benjamin Britten utilizará o tema do hornpipe dessa suíte em seu The Young Person’s Guide to the Orchestra.

Johann Heinichen, músico, pastor e advogado, foi colega de Bach e estudou com Kuhnau. Dele ouviremos o Concerto a 8, para 4 flautas, cordas e contínuo. Telemann também foi músico e advogado, e talvez acumule o título de compositor mais prolífico da história. Sua suíte também pode ser chamada de Ouvertüre (abertura à francesa), como era costume nesta época entre os alemães. Ao final desta apresentação, a Suíte orquestral n.2 de Johann Sebastian Bach nos recordará a sua célebre Badinerie.

Este quarto concerto da Temporada 2008 da OCAM tem a participação do Conjunto de Música Antiga da ECA/USP, sob a direção de Monica Lucas e João Guilherme, com a regência do jovem aluno Henrique Villas Boas.

Roberto Rodrigues

Conjunto de Música Antiga da ECA/USP

27/06/2008 – Anfiteatro Camargo Guarnieri

29/06/2008 – MASP

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